Saint-Germain-des-Prés: o essencial em um passeio
- 01/05/2026
- In Paris
A Margem Esquerda de Paris evoca, no imaginário coletivo, o centro da vida intelectual, do conhecimento e da vanguarda artística parisiense. E, na França, ideias, arte e literatura nunca são tão bem discutidas quanto em torno de um drinque e de uma boa refeição: em Saint-Germain-des-Prés, é nos cafés literários, restaurantes e brasseries que o espírito francês se perpetua…
Levamos você a um passeio por um patrimônio excepcional, onde monumentos e locais emblemáticos testemunham um passado glorioso: em alguns endereços imperdíveis, mergulhe na história de Saint-Germain-des-Prés durante sua estadia em Paris no Hôtel Le Littré.
A igreja de Saint-Germain-des-Prés, a mais antiga de Paris
Fundada no século VI, a igreja de Saint-Germain-des-Prés, antiga necrópole dos reis merovíngios, é também a igreja mais antiga da capital. Destruída e reconstruída no século X, sua arquitetura reflete essa história: sua nave, pintada em um azul profundo salpicado de estrelas, é um dos últimos vestígios da arte românica em Paris, enquanto o coro do século XII é em estilo gótico primitivo. A igreja é uma joia com suas decorações pintadas em cores vivas.
Informação: visitas guiadas no primeiro sábado e no terceiro domingo do mês (exceto julho e agosto). Localizada na Place de Saint-Germain-des-Prés, nº 3, fica a poucos minutos do Hôtel Le Littré pela linha 4 do metrô.
A Igreja de Saint-Sulpice: um majestoso tesouro da arquitetura
A igreja de Saint-Sulpice é o edifício religioso mais importante de Paris, depois da catedral de Notre-Dame. Sua arquitetura heterogênea é testemunho das múltiplas reformas ao longo de sua construção: enquanto a fachada é marcada pelo estilo jesuíta do século XVII, a fonte neorrenascentista do pátio data do século XIX.
Você ficará impressionado com sua alta abóbada, cuja sobriedade contrasta com a riqueza das pinturas e das obras nas capelas. O belíssimo púlpito, bem como o imponente grande órgão, são notáveis.
Outro detalhe chama a atenção: o gnômon. Composto por um olho de boi em um vitral e por uma faixa de latão que marca o meridiano, incrustada no chão e no obelisco, esse instrumento astronômico mede o movimento do sol: quatro marcações indicam os equinócios e solstícios ao longo do ano, o que permite determinar com precisão a data da Páscoa na primavera.
O Instituto da França: templo do conhecimento
No Quai Conti, o Instituto da França abriga as cinco academias que zelam pelo aperfeiçoamento das letras, das ciências e das artes, entre elas a Academia Francesa, fundada por Richelieu (1635). Sob a icônica cúpula da Margem Esquerda, o Instituto, com total independência, perpetua a excelência, apoia a criação e a inovação, ao mesmo tempo em que orienta as decisões do poder.
Inspiradas no barroco italiano, as alas em quarto de círculo do edifício, concebido a pedido de Mazarin, emolduram a capela encimada por uma majestosa cúpula oval. Por trás das fachadas deste templo do saber esconde-se a Biblioteca Mazarine, a mais antiga biblioteca pública da França. A cúpula e o pátio de honra estão abertos para visitação aos sábados.
O Sena dos românticos: a Ponte das Artes
Embora já não seja possível pendurar um cadeado na ponte pedonal mais romântica de Paris, a Pont des Arts continua sendo o local preferido dos casais apaixonados que visitam a cidade e dos fotógrafos amadores.
Suspensa entre a Margem Esquerda e a Margem Direita, reserve um tempo para admirar a vista panorâmica da Ilha da Cité, da Catedral de Notre-Dame, do Museu d’Orsay, do Instituto da França e da Ponte Neuf. Ao pôr do sol, o Sena e o Louvre oferecem um espetáculo deslumbrante.
A Monnaie de Paris, um ateliê de arte e indústria em Paris
Fundada no século IX e instalada no século XVIII no terreno do antigo palácio Conti, a Casa da Moeda de Paris tem como missão fabricar a moeda nacional, as condecorações e medalhas oficiais, bem como objetos de arte emblemáticos. Foi aqui que nasceram as medalhas dos primeiros Jogos Olímpicos modernos, seguidas pelas dos Jogos de Paris de 1924 e dos Jogos Olímpicos de Paris de 2024.
No Hôtel de la Monnaie, perpetua-se o saber-fazer ancestral do trabalho do metal, elevado ao nível de artesanato artístico. Reserve um tempo para admirar a simetria impecável do pátio de honra. Após uma visita ao museu, que oferece uma visão dos ateliês da última fábrica em atividade em Paris, você terá a oportunidade de adquirir uma lembrança única na loja.
O Museu Nacional Eugène-Delacroix: uma joia no coração de Paris
No número 6 da rue Fürstenberg, você entra no apartamento-museu de Eugène Delacroix. Esse apartamento, próximo à igreja de Saint-Sulpice, onde o mestre trabalhava (capela dos Santos Anjos), também servia de ateliê. Hoje, o museu recebe o público em meio às obras, aos escritos e aos objetos do cotidiano do pintor romântico. O Museu Delacroix está aberto todos os dias, exceto às terças-feiras. Lá você descobrirá um jardim encantador, um lugar raro em Paris.
O Odéon – Teatro da Europa: palco de vanguarda
Desde 1782, a imponente fachada com colunas do Odéon – Théâtre de l’Europe exibe um neoclassicismo marcante na Place de l’Odéon. Inaugurada por Maria Antonieta, a sala semicircular, exemplo perfeito de teatro à italiana, foi por muito tempo o reduto da Comédie-Française.
Foi palco da estreia de As Bodas de Fígaro (1784) e da estreia de Sarah Bernhard (1869). Sobrevivendo a dois incêndios (1799 e 1918), tornou-se, em 1971, um dos seis teatros nacionais da França, um local emblemático da criação com uma programação rica e eclética.
Natureza e Renascimento: o jardim e o Palácio do Luxemburgo
Construído para Maria de Médicis, rainha da França e de Navarra, viúva de Henrique IV e mãe de Luís XIII, o Palácio do Luxemburgo é hoje a sede do Senado.
Inspirado no Renascimento italiano, o Palácio do Luxemburgo tem suas janelas voltadas para o Jardim do Luxemburgo, um maravilhoso refúgio natural.
Desde a bela perspectiva à francesa, em torno do grande lago, até aos caminhos sinuosos e arborizados de um jardim inglês, faça um passeio para descobrir os tesouros escondidos do jardim: esculturas e estátuas, a monumental Fonte de Médicis, mas também os apiários e pomares que dão vida à biodiversidade no coração de Paris.
Reserve um tempo para visitar uma exposição no Museu do Luxemburgo. Geralmente, duas exposições anuais são realizadas lá, com temas que incluem a modernidade no século XX, mulheres artistas e fotografia. Descubra a exposição Soulages: uma outra luz (setembro de 2025 a janeiro de 2026).
A Escola Nacional Superior de Belas Artes (ENSBA): a escola dos artistas
Na Rua Bonaparte, a Escola Nacional Superior de Belas Artes dedica-se ao ensino das artes (pintura, escultura, gravura) e continua sendo um centro de formação para futuros artistas. Entre o Museu do Louvre e o Museu d’Orsay, a escola estende seu amplo conjunto de edifícios e pátios por quase dois hectares, em torno do Palais des Études, reconhecível por sua majestosa cobertura metálica. Aproveite as exposições, as conferências ou as Jornadas do Patrimônio em setembro para visitar este local atípico.
Um roteiro selecionado a partir do Hotel Le Littré
Saindo do Hotel Le Littré, após um bom café da manhã, a linha 4 o levará até Saint-Germain-des-Prés. Depois da igreja de Saint-Germain, siga em direção a Saint-Sulpice. Seus passos o levarão naturalmente ao Museu Eugène-Delacroix. De volta à avenida Saint-Germain, faça uma pausa em um dos famosos cafés literários (Brasserie Lipp, Café de Flore ou Les Deux Magots).
Siga até o Instituto da França pela rue de Seine. No Quai Conti, o Hôtel de la Monnaie e a ponte des Arts oferecem uma ampla vista do rio e dos monumentos parisienses! Na rue Bonaparte, passe pela ENSBA antes de voltar para o bairro do Odéon. Lá, você poderá apreciar a tranquilidade do Jardim do Luxemburgo.
Crie seu próprio itinerário: a proximidade dos pontos de interesse e das diferentes linhas de metrô (linhas 4, 6, 12 e 13) permite que você aproveite todo o bairro de Saint-Germain-des-Prés em um dia, sem precisar correr. Você pode, por exemplo, dedicar a manhã a visitas, igrejas e museus, e depois aproveitar a tarde para passear entre o Jardim do Luxemburgo e a Ponte das Artes e apreciar a beleza de um pôr do sol sobre o Sena.
O bairro de Saint-Germain-des-Prés mergulha você em um patrimônio cultural e arquitetônico único. Lá, você poderá saborear a tranquilidade da Rive Gauche, entre belas lojas e livrarias emblemáticas, uma imersão na cultura e no espírito francês que os restaurantes e cafés literários celebram, antes de se sentir em casa, em um ambiente tranquilo, no seu quarto no hotel Le Littré. Reserve seu quarto com vista para a Torre Eiffel para uma estadia excepcional!
